domingo, 20 de novembro de 2016

Uma nova história para a nossa gente no rumo certo

Mais uma vez fomos as urnas escolher quem dirigirá nossa cidade por mais quatro anos. Sinceramente, não me sinto muito feliz com as opções que temos. Estamos há tempo nessa situação no Brasil, estamos sempre escolhendo o menos pior. 
Gostaria de deixar claro que é importante participar da política, de olhar à volta e tentar mudar as coisas. 
O debate dessa sexta-feira me fez lamentar muitíssimo pela falta de debate que houve. Muitas acusações, truculências, mas ideias para a cidade foram poucas. Até quando continuaremos fazendo política assim?
A política deveria ser algo prazeroso de se fazer, discutir ideias, trocar informações, construir juntos uma nova história para a nossa gente no rumo certo. 
Infelizmente tenho estado muito descrente na sociedade em que vivemos. Essa semana assisti o vídeo da Ana Júlia na Alep e, sinceramente, lamentei as falas dela, o vitimismo que tem tomado conta da nossa juventude. Há tempos os jovens não encapavam uma luta e quando o fazem brigam por uma reforma que estava há anos, vindos do governo anterior, a disposição para a discussão e se colocam no protagonismo de vítimas e não de sujeitos que deveriam está construindo uma opção de fato.
Eu desde o meu primeiro texto publicado em jornal sou crítico a algumas manifestações, eu tenho medo que lutas vazias enfraqueçam a democracia e abra espaço para uma nova ditadura. 
Em 2013 não se tinha definido o objetivo, esse ano não há uma opção muito clara do movimento estudantil às modificações, principalmente quanto ao Ensino Médio. Lamento muito, sabemos as reivindicações contra o que estão lutando, mas qual é a proposta que eles apresentam? Qual é o Ensino Médio que eles querem? 
As falas que eu vi no Senado Federal e na Câmara de Deputados de quem se opõe a reforma se resumem a “Nós não queremos isso! Não se pode tirar dinheiro da educação e saúde!” e o único que realmente apresentou alguma proposta foi o Molon (REDE-RJ). 
Não sei até que ponto, infelizmente, estamos regredindo a simples politicagem e a oposição pela oposição. Caímos sempre na dicotomia de não ouvir o contrário.
Aquilo que está nos três poderes não é culpa da política e sim da própria sociedade que está dicotomizada e cada vez mais egoísta e vitimada. Tenho insistido nos últimos textos que nos posicionemos a favor do diálogo e da construção independente de quem tiver no poder, a cidade/estado/país/bairro são mais importantes que o nosso ego. Quando compreendermos isso teremos uma democracia madura.
Texto Publicado em 30/10/2016 no na Coluna "Resenha de Domingo": http://www.culturaplural.com.br/uma-nova-historia-para-a-nossa-gente-no-rumo-certo#.WDHYWtylzIU

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