O papel da História como
ciência no mundo teve algumas dificuldades para se fazer como o é hoje.
Atualmente em todas as escolas brasileiras há professores em sala de aula
lecionando sobre o passado, entretanto há muitos na sociedade de hoje que não
reconhecem o papel crucial da História dentro do presente e até mesmo do futuro
e isto não é algo recente, uma vez que dentro dos séculos passados também
enfrentou-se muitos questionamentos e desconfianças quanto ao valor da missão
do historiador.
Antes dos gregos e romanos o
passado era explicado através de mitos, no qual a explicação da criação da
Terra e da própria existência do ser humano dava-se através da influência dos
deuses, sendo essas histórias situadas em um tempo tão remoto que seria
impossível pôr-se dentro da narração a ponto de imaginar de fato e compreender
os porquês de tudo, não havendo na realidade interesse por este questionamento.
Este modelo de contar o passado está presente nas sociedades mesopotâmicas,
egípcia e até mesmo dentro da grega, não sendo abandonado totalmente com o
advento da filosofia.
Com os gregos e romanos a
perpetuação do passado foi assumida de maneira diferente das que até então se
havia sendo realizado, percebendo esse fato através da escrita das guerras e
batalhas para a posterioridade, podendo notar-se também a cronologia e a
presença de fatores humanos, aspectos até então renegados em prol da
atemporalidade e do monopólio aos deuses dos porquês dos acontecimentos do
mundo, sendo expoentes dessa escrita, homens como Heródoto, considerado pai da
História por utilizar o termo pela primeira vez no sentido de pesquisa e/ou
busca pela verdade, o que até então com os mitos não era o objetivo, e Tucídides
responsável por cobrir toda a história da Guerra do Peloponeso, disputa entre
Atenas e Esparta. A partir deste momento os relatos do cotidiano tornam-se
importantes e seus registros valorizados principalmente por questões
políticas-sociais e sendo a História vista como mestra da vida.
Durante a Idade Média a
História ganha novo impulso com o domínio da religião, principalmente cristã,
trazendo consigo uma nova demarcação de tempo, o nascimento de Cristo.
Entretanto o relato histórico abandona a feição que trazia dos greco-romanos com
sua escrita minuciosa até mesmo sobre guerras e heróis, passando a ser uma
completa hagiografia, ou seja, relato da vida dos santos, uma vez que a ciência
estava basicamente dominada pela Igreja Católica e a mesma a utilizando em seu
próprio proveito.
Esse retrato hagiográfico só
se encerra com as revoluções pelas quais o mundo passou findando com a Idade Média
e com a chegada da Idade Moderna. Com essa mudança surgiram novas Escolas
Históricas como a dos positivistas, idealistas e materialistas, mas também
surgiram críticas ainda mais ferrenhas de quem defendia a completa inutilidade
da história como algo que já passou e, deste modo, não interferindo em mais
nada no presente, dando a esta linha de pensamento os a designação de presentistas
e há também os relativistas que propunham a ideia de que tudo é relativo, logo
não tendo valor os questionamentos levantados sobre o passado para a
compreensão do presente.
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