O Estado aplica toda a sua
força como Instituição Social em prol de seu próprio benefício, tornando a
população não como parte de si (Estado Hegeliano), mas sendo repressor da mesma,
como defenderia Marx. Importante observar que é ideal, porém surreal a
interpretação de Hegel quanto ao Estado como sendo o conjunto da população.
Frente a todo esse processo de dominação a escola tem papel importante, uma vez
que gera a ideologia aprisionadora ou a libertação na mente dos indivíduos.
Atualmente a educação tem
sido arma de alienação utilizada para que a sociedade mantenha-se dócil,
gerando bons cidadãos prontos a
servirem no trabalho. Entretanto há quem defenda que essa padronização é viável
e gera a própria liberdade, sendo este último conceito complexo e relativo.
Dentro de uma proposta
marxista a educação se vê como um conjunto de trabalho prático e também
teórico, sendo valorizado dessa maneira o cotidiano, o interesse, a aptidão e a
relevância dos conteúdos frente ao educando. Essa proposta é mais claramente
posta em prática no MST, sendo a matriz curricular decidida pela comunidade e o
dia-a-dia do aluno é o meio de ensino dos conteúdos.
A educação deve ser vista
como libertadora e não opressora, fazendo com que o educando torne-se crítico e
seja desalienado. A pedagogia
comunitária, já citada acima, tem como objetivo fazer nascer um novo homem, um
cidadão consciente de seus direitos e deveres e que tem como a práxis o seu
ensinamento, sendo gerado com criticismo através da reflexão e diálogo,
aprendendo com o cotidiano, seres que sejam sujeitos dos processos que os
envolvem e não apenas sujeitados.
A questão educacional
transpõe as barreiras da formalidade, podendo ser classificada como formal
(organizada e inflexível) e informal (organizada, porém flexível – igrejas,
família, etc.). Em todos os níveis a educação é a prisão e a liberdade, basta
escolher como utilizá-la. A sua força é utilizada como arma ideológica do
sistema político vigente, mas é possível haver uma desvinculação através da
autarquia, da participação comunitária e da significância do conhecimento, do
contrário a sociedade permanecerá totalmente alienada e a escola nada mais será
do que um ambiente propício para a criação de mentes acríticas e totalmente
mecanizadas, gerando desta maneira uma sociedade dócil e bestializada, ou seja,
presa fácil da elite que se perpetua no controle do poder.
Matheus M. Cruz
Acadêmico do curso de
História - UnC

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