sábado, 5 de abril de 2014

Governo Tecnocrata e Educação

A questão educacional é de extrema importância para a sociedade desde há muito tempo, uma vez que ela se torna tanto a cadeia quanto a chave de liberdade da mente do ser humano. Durante o governo instalado pós-64 não foi diferente e as escolas estiveram incessantemente em foco dos militares, parte deste sistema sendo instalado segundo o modelo proposto por Getúlio Vargas.
Durante o período ditatorial o Brasil passou a ser governado por Tecnocratas, pessoas que não eram políticos profissionais e sim tinham a profissão afim do cargo que exerciam. Com esse aspectos ímpar na história brasílica muito foi questionado os governos militares, mas para o objetivo que este estilo de governo foi proposto ele funcionou muito bem, uma vez que durante esta época o que interessava para o Brasil que se cumprisse a propaganda ufanista como por exemplo os slogans “Brasil Grande Potência” e “Brasil: Ame-o ou Deixe-o”.
A nação viveu o Milagre Econômico, que foi um período de arroxo salarial, repressões, entretanto o espaço de tempo em que o Brasil mais cresceu economicamente, até mesmo no âmbito mundial, tendo a inflação controlada e o PIB crescendo mais a cada ano, as empresas lucravam e havia uma maior possibilidade de mercado interno uma vez que passou-se a investir na integração do país, algo que não havia ainda sido atendido pelo governo.
Com o crescimento da indústria passou a necessitar-se de mão de obra qualificada para tal e não de mentes realmente pensantes, através dessa necessidade foi criado uma grade curricular e um modelo estudantil para que os alunos que dali saíssem soubessem apenas o básico, estando habilitados assim a servir a nação com o trabalho braçal, fazendo a economia nacional crescer. Ainda hoje a educação, principalmente a pública, forma cidadãos capachos dos patrões, pessoas feitas para apenas servirem, serem mandadas e nunca pensar por si próprias.
Outro fator importante que destaca bem esse sistema educacional foram as disciplinas acrescidas e outras retiradas da grade curricular. Demonstrando a falta de interesse do Estado em criar um pensamento crítico é que disciplinas como História, Filosofia e Sociologia somem das salas de aulas, sendo colocados até mesmo soldados dentro das salas para que pudessem cuidar daquilo que era passado para os estudantes, isso abrangendo até mesmo o ensino superior, e surgem outras voltadas para a moral e bons costumes e para o militarismo.
Havia também um batalhão de trabalho infantil no qual as crianças e adolescente que não tinha acesso a escola poderiam trabalhar sem sequer receber salário, em troca somente de comida. Todas essas situações provam que o interesse de “Ordem e Progresso” durante o período militar fez-se com os sulcos das costas dos de classe mais baixa em prol do engrandecimento do grande capital. Os tecnocratas no poder fizeram o Brasil Econômico crescer, infelizmente o Brasil Social decaiu e ainda hoje cole-se os frutos dessa organização educacional para o trabalho braçal, modelo para criar operários.

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