A questão educacional é de extrema importância para a
sociedade desde há muito tempo, uma vez que ela se torna tanto a cadeia quanto
a chave de liberdade da mente do ser humano. Durante o governo instalado pós-64
não foi diferente e as escolas estiveram incessantemente em foco dos militares,
parte deste sistema sendo instalado segundo o modelo proposto por Getúlio
Vargas.
Durante o período ditatorial o Brasil passou a ser
governado por Tecnocratas, pessoas que não eram políticos profissionais e sim
tinham a profissão afim do cargo que exerciam. Com esse aspectos ímpar na
história brasílica muito foi questionado os governos militares, mas para o
objetivo que este estilo de governo foi proposto ele funcionou muito bem, uma vez
que durante esta época o que interessava para o Brasil que se cumprisse a
propaganda ufanista como por exemplo os slogans “Brasil Grande Potência” e
“Brasil: Ame-o ou Deixe-o”.
A nação viveu o Milagre Econômico, que foi um período de
arroxo salarial, repressões, entretanto o espaço de tempo em que o Brasil mais
cresceu economicamente, até mesmo no âmbito mundial, tendo a inflação
controlada e o PIB crescendo mais a cada ano, as empresas lucravam e havia uma
maior possibilidade de mercado interno uma vez que passou-se a investir na
integração do país, algo que não havia ainda sido atendido pelo governo.
Com o crescimento da indústria passou a necessitar-se de
mão de obra qualificada para tal e não de mentes realmente pensantes, através
dessa necessidade foi criado uma
grade curricular e um modelo estudantil para que os alunos que dali saíssem
soubessem apenas o básico, estando habilitados assim a servir a nação com o
trabalho braçal, fazendo a economia nacional crescer. Ainda hoje a educação,
principalmente a pública, forma cidadãos capachos dos patrões, pessoas feitas
para apenas servirem, serem mandadas e nunca pensar por si próprias.
Outro fator importante que destaca bem esse sistema
educacional foram as disciplinas acrescidas e outras retiradas da grade
curricular. Demonstrando a falta de interesse do Estado em criar um pensamento
crítico é que disciplinas como História, Filosofia e Sociologia somem das salas
de aulas, sendo colocados até mesmo soldados dentro das salas para que pudessem
cuidar daquilo que era passado para os estudantes, isso abrangendo até mesmo o
ensino superior, e surgem outras voltadas para a moral e bons costumes e para o
militarismo.
Havia também um batalhão de trabalho infantil no qual as
crianças e adolescente que não tinha acesso a escola poderiam trabalhar sem
sequer receber salário, em troca somente de comida. Todas essas situações
provam que o interesse de “Ordem e Progresso” durante o período militar fez-se
com os sulcos das costas dos de classe mais baixa em prol do engrandecimento do
grande capital. Os tecnocratas no poder fizeram o Brasil Econômico crescer,
infelizmente o Brasil Social decaiu e ainda hoje cole-se os frutos dessa
organização educacional para o trabalho braçal, modelo para criar operários.
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