Durante todo o percurso da história da humanidade os
conflitos armados, sejam os mais modernos ou os mais rudimentares, fizeram
parte da formação social e econômica, ainda mesmo quando tais conceitos não
tinham sentido algum, das comunidades, diretas ou indiretamente, envolvidas.
Muitas dessas guerras se fizeram por intervenções militares em países terceiros, uma vez que não havia
nenhum tipo de ligação direta, mas sim luta por áreas de influência, sendo
justificados esses intrometimentos através de discursos ideológicos buscando defender a liberdade dos povos
considerados mais fracos, entretanto não levando em consideração a vontade
popular e a cultura do lugar.
Principalmente durante o século XIX houve a grande
exploração da África pelos países europeus, de início com grande força a
Inglaterra. Interessante observar nesse fato histórico que o discurso aplicado
para a justificação da ação colonizadora era primeiramente salvar o continente
negro, África Subsaariana, da escuridão em que viviam religiosamente, procurando
mudar assim a cultura do lugar e seus costumes básicos como os alimentares e
vestimentas. Após esse período simplesmente religioso acrescenta-se o fator
comercial à exploração africana e a intervenção sendo feita através da força e
do próprio apoio às guerras intracontinentais enfraquecendo assim todo
continente.
O Neoimperialismo trouxe ao mundo a exploração ainda mais
cruel, uma vez que, o que seria a antiga metrópole, mantém os países mais
fracos em sua órbita e sem nem mesmo ter investimento na extração dos lucros,
mantendo-os como reféns econômicos e sob ameaças de diversas naturezas. Esse
modelo de aproveitamento posto em prática pelas potências capitalistas ganhou
amplo destaque durante a Guerra Fria, aonde EUA e URSS disputavam o controle do
mundo, lutando por áreas de influências e incentivando até mesmo guerras civis
para que seus impérios pudessem se manter e se utilizando do discurso das
ideologias, comunismo versus
capitalismo, e do melhor para os
povos vitimados por esse modelo.
Atualmente podem-se notar ainda resquícios claros desse
modelo exploratório vigorando no mundo e mais em foco nos dias de hoje está a
questão da Criméia, região de maioria étnica russa, mas que pertence a Ucrânia.
Depois de amplas discussões foi feito o referendo que, por ampla maioria,
demonstrou a vontade popular de fazer parte da Rússia, entretanto EUA e União
Europeia ameaçam o país de Putin a sanções para o bem da unidade territorial ucraína. Deve destacar-se aqui a
importância estratégica da região em questão, fazendo com que toda a disputa vá
mais além do que simplesmente a consistência territorial, sendo interesse de
Rússia, EUA e EU tê-lo como área de influência em sua órbita, provando assim
que a demagogia em discursos mundiais permanece viva e justificando a alteração
do rumo de nações por outras nações, gerando conflitos diplomáticos e até mesmo
militares na geopolítica mundial.
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