sábado, 5 de abril de 2014

Utilidade da História e sua História - Parte II

Com o advento do Renascimento, ou seja, período da história em que se buscou, na Europa, reavivar os ideais científicos e artísticos da sociedade greco-romana, uma vez que estes haviam sido renegados durante a Idade Média, período em que a Igreja dominou as ciências e artes e entrou-se no período denominado de Hagiografia. Com essa mudança ideológica pode-se dar continuidade ao avanço que a História vinha fazendo na Idade Antiga mais voltada para as questões político-sociais.
Havia a necessidade de métodos para que algo pudesse ser considerado ciência, ou seja, era preciso que fosse universal os resultados obtidos nas experiências, mas como o objeto de estudo da área das humanas não pode ser testado em laboratório, criou-se complicações para sua aceitação como tal no meio científico da época. A partir daí surgiu o Positivismo, que buscava trazer o cientificismo à História, este sendo buscado e proposto pela Escola Científica Alemã principalmente na pessoa de Leopold Von Ranke. O positivismo histórico se presta ao papel puramente de levantar os fatos como ocorreram, não dispensando interpretação alguma quanto aos mesmos, baseando-se em documentos e exaltando os atos de heróis, grandes batalhas, acertos diplomáticos, etc.
É da Alemanha também que surge outra visão histórica, sendo esta idealizada por Hegel, levando o nome de Idealismo. Esta corrente defende o movimento dialético do mundo, ou seja, para toda tese (afirmação) existe uma antítese (negação desta afirmação) gerando deste conflito uma síntese (junção das duas anteriores num resumo) e porta esse nome uma vez que define que é esse movimento das ideias que fazem a história acontecer.
Discípulo das ideias hegelianas foi o também alemão Karl Marx junto a Engels, entretanto modificou a teoria dialética original, dando a importância antes reservada ao campo das ideias ao campo do material, sendo assim denominado materialismo dialético. A essa teoria deu-se espaço privilegiado nas universidades, disputando o papel de mais importante com a positivista. O braço histórico da mesma é denominado Materialismo Histórico, que defende que a História é feita pela luta entre classes, escrita pelos modos de produção empregados na sobrevivência de determinadas sociedades.
Atualmente os estudos históricos estão divididos principalmente entre a interpretação materialista e os levantamentos positivistas. A importância da História é inegável para que se possa conhecer e compreender os porquês da sociedade atual, uma vez que mostra a sua raiz e os seus caminhos. Um povo que não conhece sua própria história está fadado a cair nos mesmos erros de gerações passadas e não conseguir os mesmos êxitos, pois é o passado e sua interpretação que fazem o avanço da sociedade acontecer com o mínimo de sacrifícios possíveis.

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