Com o advento do
Renascimento, ou seja, período da história em que se buscou, na Europa,
reavivar os ideais científicos e artísticos da sociedade greco-romana, uma vez
que estes haviam sido renegados durante a Idade Média, período em que a Igreja
dominou as ciências e artes e entrou-se no período denominado de Hagiografia.
Com essa mudança ideológica pode-se dar continuidade ao avanço que a História
vinha fazendo na Idade Antiga mais voltada para as questões político-sociais.
Havia a necessidade de
métodos para que algo pudesse ser considerado ciência, ou seja, era preciso que
fosse universal os resultados obtidos nas experiências, mas como o objeto de
estudo da área das humanas não pode ser testado em laboratório, criou-se
complicações para sua aceitação como tal no meio científico da época. A partir
daí surgiu o Positivismo, que buscava trazer o cientificismo à História, este
sendo buscado e proposto pela Escola Científica Alemã principalmente na pessoa
de Leopold Von Ranke. O positivismo histórico se presta ao papel puramente de
levantar os fatos como ocorreram, não dispensando interpretação alguma quanto
aos mesmos, baseando-se em documentos e exaltando os atos de heróis, grandes
batalhas, acertos diplomáticos, etc.
É da Alemanha também que
surge outra visão histórica, sendo esta idealizada por Hegel, levando o nome de
Idealismo. Esta corrente defende o movimento dialético do mundo, ou seja, para
toda tese (afirmação) existe uma antítese (negação desta afirmação) gerando
deste conflito uma síntese (junção das duas anteriores num resumo) e porta esse
nome uma vez que define que é esse movimento das ideias que fazem a história
acontecer.
Discípulo das ideias
hegelianas foi o também alemão Karl Marx junto a Engels, entretanto modificou a
teoria dialética original, dando a importância antes reservada ao campo das
ideias ao campo do material, sendo assim denominado materialismo dialético. A
essa teoria deu-se espaço privilegiado nas universidades, disputando o papel de
mais importante com a positivista. O braço histórico da mesma é denominado
Materialismo Histórico, que defende que a História é feita pela luta entre
classes, escrita pelos modos de produção empregados na sobrevivência de
determinadas sociedades.
Atualmente os estudos
históricos estão divididos principalmente entre a interpretação materialista e
os levantamentos positivistas. A importância da História é inegável para que se
possa conhecer e compreender os porquês da sociedade atual, uma vez que mostra
a sua raiz e os seus caminhos. Um povo que não conhece sua própria história
está fadado a cair nos mesmos erros de gerações passadas e não conseguir os
mesmos êxitos, pois é o passado e sua interpretação que fazem o avanço da
sociedade acontecer com o mínimo de sacrifícios possíveis.
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