A palavra evolução significa progresso, transformação e por
vezes é possível ouvir e/ou ler essa expressão sendo utilizada para representar
a consequência de processos políticos, sendo os mesmo, como defendido em muitos
meios e grupos, a causa do melhoramento
do que há no Brasil. Interessante que se vive hoje um regime totalmente
partidarista, mas esse, partidos, não nascem com o advento da República, sendo
existentes e ativos desde a época do Império.
Durante o governo de D. Pedro II o Brasil dividia-se, principalmente,
em dois partidos, os Liberais e os Conservadores, vigorando o sistema
Parlamentarista, entretanto avesso aos moldes comuns e por isso denominado
“Parlamentarismo às Avessas”. Para compor o ministério e a câmara os partidos
políticos brigavam entre si, mas apenas para ter a posse do poder e não por
questões ideológicas e de convicções, exemplo de que isto é verídico foi o
período de Conciliação (1853-1858), aonde se instalou o unipartidarismo, uma
vez que as facções eram semelhantes entre si.
Mesmo com o fim do período de unipartidarismo e com o
advento do Partido Republicano não se mudou a situação da política nacional
sendo possível ainda notar-se a falta de bandeiras ideológicas, sendo sempre
almejado o poder para benefício próprio ou de uma elite excluindo deste modo a
massa populacional, que é a força motriz da nação.
A história brasílica retrata algumas mudanças quanto às
questões partidárias como a proibição de alguns partidos durante a Era Vargas,
o período de Conciliação acima relatado, o bipartidarismo durante a ditadura
civil-militar instaurada em 64, sendo este último o de maior defesa ideológica
entre todos, já que opunha duas correntes de ideias, pró e contra o governo, e
os respectivos partidos, ARENA e MDB, defendiam seus baluartes.
Atualmente vê-se a mesma configuração do período do Segundo
Reinado e também que a história brasileira retrata: a falta de ideais dos
partidos. É impossível perceber-se a diferença de ideologias e correntes de
pensamentos entre os grupos políticos nacionais. Têm-se hoje no poder uma
facção que sempre lutou contra o modo que a mesma está a governar, sem cumprir
com as propostas e bandeiras que a elegeu, sendo irreconhecível aos olhos da
população e dos militantes que permaneceram fieis as bases.
As discussões políticas em nada diferem em discursos,
simplificou-se em troca de provocações e acusações, até mesmo o que deveria ser
a extrema esquerda nacional está totalmente fragmentada, demostrando assim a
falta de união ideológica, objetivando somente o poder. O maior expoente dessa
busca apenas pelo poder são as coligações,
que reúnem partidos diferentes como se
fosse um só para ter maior possibilidade de assumir o poder.
A República brasileira não é do povo e sim partidária e,
infelizmente, essas facções não se mostram em sintonia com aqueles que deveriam
representar. Passaram-se anos e até mesmo séculos, entretanto a evolução na
estrutura política nacional em nada se modificou, mantendo-se totalmente
oligárquica, descompromissada com o povo e corruptível. Enquanto o Brasil
conviver pacificamente com essa organização o país estará fadado a ser refém de
personagens desprovidos de comprometimento com o que realmente é melhor para o
país.

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