O século XIX foi regado por uma enxurrada de ideias que
desaguaram no século XX em forma de paixões ardentes e geraram conflitos
multifacetados. As teorias ditas de esquerda são as que mais arrebataram corações
e incendiaram mentes intelectuais, e/ou não, a buscar um mundo diferente do que
estava se apresentando em seu presente. Embora tais ideias tenham transformado
o mundo atual a maioria das pessoas ignora suas reais intenções e linhas
teóricas, mas longe ainda está o saber da realidade comparativa entre teorias e
as práticas que foram exercidas no mundo e saber ler as mesmas nos movimentos
atuais da nossa sociedade.
A teoria que rege o mundo atual é o Neoliberalismo. As
ideias que trazem a gênese desse modelo estão expostas no livro “A Riqueza das
Nações” do pensador Adam Smith. Essa linha de pensamento trazia ao homem o
desvincular da terra, saindo assim do setor agrário para o comercial e, mais tarde,
o industrial.
Para que se possa entender e compreender a mudança econômica
é preciso ter noção do que havia no mundo antes da mesma. O mundo, a Europa
ocidental, vinha do período feudal, no qual a terra era o bem mais precioso.
Com o Renascimento do Comércio no século XII começa a surgir uma nova classe
chamada de burguesia que galga uma caminhada gradual até que no século XVIII
faz a sua revolução, Revolução Francesa, e assume de vez o poder da sociedade.
É essa mudança de liderança socioeconômica que dá força ao liberalismo e ao
livre comércio.
As ideias burguesas, liberais, previam a ausência do Estado
na economia, julgando que a lei da oferta e da procura seria o suficiente para
a autorregulação da mesma. Com esse enfoque era pregado a liberdade de comércio
e também o anti-escravismo, já que para haver circulação de capital é
necessário ter mão de obra remunerada. Era necessário também ter igualdade
civil para que todos pudessem ter acesso aos produtos e consumir.
O ápice do liberalismo foi no pós-guerra I Guerra,
entretanto em 1929, com a grande quebra da bolsa de Nova Iorque, esse modelo
caiu em descrédito, pois se viu a necessidade do Estado está presente também na
economia, nem que seja o mínimo, mas sua presença é indispensável como
regulador.
Com o fim da II Guerra e a o contexto Bipolar, o mundo
dividido entre o bloco comunista liderado pela URSS e o bloco capitalista
liderado pelos EUA, o liberalismo voltou à cena, agora como Neoliberalismo.
Doutrina político-econômica que revisava o antigo modelo liberal e traz em seu
cerne as mesmas questões, defende-se a reforma tributária e o Estado mínimo
para que a iniciativa privada tenha liberdade de comercializar e investir.
Grandes nomes desse modelo sócio-econômico foi a líder inglesa Margareth
Thatcher e o líder estadunidense Ronald Reagan. Findando o período bipolar
passamos a viver, e estamos nele, um momento multipolar aonde o neoliberalismo
por meio, principalmente, do discurso sobre globalização impera.

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