Essa semana, passamos pelo ápice do sistema democrático de
governo, participamos da eleição. Este momento nos propicia o poder de alienar
a outrem o direito de defender nossas ideias e posturas políticas. As eleições
desse ano, principalmente as presidenciáveis, tiveram algo de muito
interessante: a extrema briga entre os dois candidatos, especialmente no
segundo turno, e entre seus respectivos eleitores.
Com a reeleição da presidente Dilma uma corrente na internet
se dissemina sobre o separatismo do sul/sudeste/centro-oeste quanto ao nordeste
e norte do país, uma vez que as duas regiões citadas por último votaram em sua
maioria no atual governo. Embora toda essa dinâmica nas redes sociais esteja
repleta de preconceitos e ofensas contra nordestinos, preconceitos estes que
vem se permeando há tempos na sociedade do sul e sudeste sem praticamente
nenhuma objeção, há um aspecto que pretendo ressaltar nesse texto: a
falibilidade da democracia.
Desde o ano passado a frase “Ele não me representa” se fez
comum dentro das conversas, debates e manifestações políticas. Mas quem
representa quem? A sociedade parece que tem prazer em retroceder nos modelos,
sejam eles educacionais, econômicos, políticos, etc. O grande filósofo Rousseau
há séculos atrás já defendia que democracia real nunca existiu e que este
modelo era para sociedades mais simples e pequenas, do contrário é impossível
haver representatividade. Outro fator que o pensador, citado acima, destaca é
que o luxo não é compatível com a democracia, uma vez que é a simplicidade que
sustenta tal modelo, sendo evidente que isto é algo longe da nossa política
atual.
A autogestão é a perfeição que parece cada dia está mais
distante, não é preciso que ninguém represente ninguém. Cada cidadão tem
direito de defender seus ideais, não terceirizando o seu poder de opinar, tendo
a liberdade de debater os rumos da sociedade que o mesmo faz parte.
Infelizmente a democracia é uma ditadura, ditadura da maioria, maioria esta que,
comumente, não se põe dentro da vida política, não compreendem os conceitos e
nem o sistema político em que vive o Brasil e, por isso, não sabe votar,
levando assim todo um país a ser refém de maus políticos. Sendo isso um fato
não apenas pela reeleição da presidente Dilma e as acusações preconceituosas
contra o povo nordestino.
Comumente ouvimos a defesa da democracia como se fosse o
modelo mais justo de governo que existe, entretanto está muito longe de ser, já
que perdemos voz e não a ganhamos como é propagado nos meios midiáticos e em
nossas escolas. É preciso uma REVOLUÇÃO política e não simplesmente uma
reforma, como está sendo proposto, sendo essa última apenas um paliativo.
Enquanto estivermos reféns desse estilo de governo a maioria que em nada se
envolve com as questões nacionais e não estuda constantemente a dinâmica geral
da nação, quanto, também, a mundial, não consegue aprender a realidade em que
está incluso o Brasil continuará comandando o país e continuaremos sem voz,
longe da liberdade, longe do governo que deve ser exercido por nós mesmos.

Muito bom cara, muito mesmo, e assim como escrevi no meu blog, o problema é que a polítca desinteressada de quem esta no poder é o reflexo do desinteresse de seus votantes.
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