Como
já citado acima um dos principais personagens da história de RioMafra é o Barão
de Antonina, na época Sargento Mor João da Silva Machado. Este gaúcho da vila
de Taquari iniciou a sua vida como alfaiate, entretanto com o seu temperamento
logo passou a exercer trabalhos como capataz e como tropeiro, o que lhe fez
enriquecer e ganhar prestígio a ponto de poder ter força de aprovar seu projeto
da Estrada da Mata.
Durante
o ano de 1853 “Bom Jesus do Rio Negro” foi elevado à Freguesia da “Villa Nova
do Príncipe”, hoje cidade da Lapa, em 1859 a capela passou da Margem direita
para a esquerda do rio e em 1870 criou-se o Município de Rio Negro. Mesmo aonde
atualmente é a cidade de Mafra tenha sido primeiramente povoada, as terras da
atual Rio Negro sofreram bem mais investimentos devido a proximidade das
cidades que já haviam na época como Lapa e Curitiba. Se o centro administrativo
estivesse ao lado que hoje pertence a Santa Catarina dificultaria a ligação a
esses centros político-econômicos.
Onde
atualmente é Mafra ficou fora do Perímetro Urbano do novo município, sendo
utilizada apenas para lugar de descanso e alimentação das tropas e dos animais.
A área que deu início a toda a construção das cidades foi fadada a ser apenas
uma localidade sem muita importância política, econômica ou mesmo social, sendo
até mesmo os arquivos passados para a margem desenvolvida.
A
sorte da margem onde se situa Mafra atualmente começou a mudar com a ponte
rodoviária que ligava os dois lados do rio e a estação de estrada de ferro que
ligava São Francisco a Porto União, a partir de então começou a desenvolver-se
a terra que antes ficava obscurecida pela margem oposta.
Outro fator de destaque para
a aceleração do desenvolvimento mafrense foi, antes mesmo da ponte e da
ferrovia, a chegada dos imigrantes bucovinos. Estes vindos da Baviera tomaram
como lar o território e passaram a trabalhar em prol do crescimento de suas
propriedades.
O reconhecimento como
município só veio no ano de 1917 com privilégios de cidade e começando a
moldar-se o que atualmente existe. O desenvolvimento da antes esquecida margem
do rio foi crescente e continua a haver até a atualidade.


.jpg)
.jpg)

.jpg)
