A continuidade do que se
pensa é consequência do que se vê. Frente à sociedade, independente do tempo
vivido, há o permeio do imaginário popular, sendo este força alienante. O
Estado é peça fundamental para que a massa se estabeleça obediente em prol da
ordem, do contrário a máquina governamental acabaria inútil e morta pela
vontade popular.
Já apresentado os principais
personagens é de importância ímpar a observação das influências deles entre si.
A alienação, essa força ideológica, é a arma mais eficiente utilizada pelo
Estado para que a ordem se estabeleça e não haja mudança estrutural, uma vez
que a hierarquia do poder “deve” ser mantida. Esse mecanismo de controle é vinculado,
principalmente, à mídia de massa, gerando uma ideia surreal da sociedade e dos
acontecimentos, fazendo com que não se enxergue a verdade e os propósitos da
atuação do Sistema. A trilogia cinematográfica “Matrix” transparece essa
relação, uma vez que a maioria da população não vislumbra a realidade do mundo,
apenas a estrutura criada para a docilidade.
O imaginário popular é
caraterizado por alienações profundas, tanto que se negam a aceitar a verdade,
a maioria das vezes, quando apresentadas. É incutido conceitos de moral e ordem
adotados pelos poderosos, dessa maneira não causando revoltas ou levantes
populares em prol da conquista da liberdade e da supremacia da maioria.
Esse mecanismo, algumas
vezes, falha quando isso ocorre, quando há revoltas e levantes, mas entra em
cena outra artimanha do sistema ideológico contra os oprimidos, a repressão
física. O Estado extrai o máximo do povo em questões de todos os níveis, como
no financeiro e na mão-de-obra, não havendo assim interesse em uma politização
populacional e, muito menos, na criticidade que esta traz como consequência,
podendo ocasionar o fim da exploração relatada anteriormente.
Está dentro do sistema
ideológico é está preso em uma rede de mentiras engolidas como verdades
absolutas. A importância da mídia se estabelece nesse ponto, uma vez que é a
maior formadora de opinião da massa, sem ela não se difundiria tão bem a
criação ideológica. É preciso ser crítico e desconfiado, do contrário passa-se
a ser apenas mais uma vítima passiva dessa prisão sem grades e de ilusão.

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