sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Estado V.S Alienação


A continuidade do que se pensa é consequência do que se vê. Frente à sociedade, independente do tempo vivido, há o permeio do imaginário popular, sendo este força alienante. O Estado é peça fundamental para que a massa se estabeleça obediente em prol da ordem, do contrário a máquina governamental acabaria inútil e morta pela vontade popular.
Já apresentado os principais personagens é de importância ímpar a observação das influências deles entre si. A alienação, essa força ideológica, é a arma mais eficiente utilizada pelo Estado para que a ordem se estabeleça e não haja mudança estrutural, uma vez que a hierarquia do poder “deve” ser mantida. Esse mecanismo de controle é vinculado, principalmente, à mídia de massa, gerando uma ideia surreal da sociedade e dos acontecimentos, fazendo com que não se enxergue a verdade e os propósitos da atuação do Sistema. A trilogia cinematográfica “Matrix” transparece essa relação, uma vez que a maioria da população não vislumbra a realidade do mundo, apenas a estrutura criada para a docilidade.
O imaginário popular é caraterizado por alienações profundas, tanto que se negam a aceitar a verdade, a maioria das vezes, quando apresentadas. É incutido conceitos de moral e ordem adotados pelos poderosos, dessa maneira não causando revoltas ou levantes populares em prol da conquista da liberdade e da supremacia da maioria.
Esse mecanismo, algumas vezes, falha quando isso ocorre, quando há revoltas e levantes, mas entra em cena outra artimanha do sistema ideológico contra os oprimidos, a repressão física. O Estado extrai o máximo do povo em questões de todos os níveis, como no financeiro e na mão-de-obra, não havendo assim interesse em uma politização populacional e, muito menos, na criticidade que esta traz como consequência, podendo ocasionar o fim da exploração relatada anteriormente.
Está dentro do sistema ideológico é está preso em uma rede de mentiras engolidas como verdades absolutas. A importância da mídia se estabelece nesse ponto, uma vez que é a maior formadora de opinião da massa, sem ela não se difundiria tão bem a criação ideológica. É preciso ser crítico e desconfiado, do contrário passa-se a ser apenas mais uma vítima passiva dessa prisão sem grades e de ilusão. 

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