Dia 7 de Setembro de 1822 D.
Pedro I, Príncipe Regente do Brasil e Príncipe Herdeiro do trono português, às
margens do Riacho Ipiranga declara a nação brasileira independente do Reino
Português. Desde este evento, 191 anos se passaram e a situação em que se
depara a pátria não vai muito longe da época de colônia quanto à dependência
externa, pois se vive uma série de bombardeios de influências e, até mesmo, o
vocabulário tem mudado com o passar dos anos e da globalização.
Defender a liberdade é algo
muito belo e patriótico, entretanto não é o conceito mais simples de ser
colocado em prática, uma vez que há atualmente um emaranhado de informações que
levam a população a ser guiada como se estivesse cega e fazem com que haja um
padrão, uma uniformização de atos e culturas, retirando assim de cada povo o
seu livre arbítrio quanto ao que fazer e o como ser.
Não há condições, no mundo
atual, de cada país se organizar de forma própria, sem levar em consideração e
até mesmo seguir ordens de potências mundiais. O Brasil é um desses que acaba
por simplesmente seguir aquilo que as forças estrangeiras sugerem e/ou ordenam,
tendo a explicação nos primórdios de sua constituição sociocultural. Essa
formação é límpida a olhos nus desde a Independência, pois foi um dos únicos
países que se autônomo, mas continuou sendo comandado pela Coroa de sua
“antiga” Metrópole.
A educação que foi recebida
pelos brasileiros foi mantida pela Elite, uma elite europeia, logo nunca se
criou um país para os filhos da pátria realmente e atualmente colhem-se esses
frutos, umas vez que ainda vive-se para produzir e manter outras nações lá
fora, sendo pouco investido internamente. A estrutura psicológica ainda está
vinculada a colonial e é impossível ser independente desta maneira.
O fato de o Príncipe Herdeiro
ter proclamado a independência e o país ser dirigido por portugueses formou uma
cultura de totalmente dependente. A prova maior disto é a primeira constituição
promulgada e também a mais duradoura até os dias atuais. Esta criava o Poder
Moderador o qual dava total autonomia ao Imperador de agir como quisesse e
estabelecia a participação censitária, deste modo dando aos portugueses que
habitavam o Brasil a força das diretrizes políticas, mostrando assim que a
nação nasceu já em prol de interesses alheios. Esse conjunto de leis se manteve
até o ano de 1889, quando foi proclamada a República.
Ainda hoje o país não
conseguiu se desvencilhar dessa cultura de subordinado e a população não tem
força e nem sabe como se fazer realmente presente na política nacional buscando
verdadeiramente uma independência. O Brasil ainda precisa declarar sua “maior
idade” e desta vez pelo próprio povo, somente assim o sociocultural crescerá
tanto quanto o econômico da nação.
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