“Adeus ano Velho, feliz ano
novo”!
Como é de costume nos vemos
cercado por canções típicas dessa época festiva de fim de ano em que as pessoas
se sentem mais sensíveis e esperançosas de fazerem um ano melhor.
Esse ano não parece ter sido
muito bom, pelo contrário, vivenciamos as mais variadas tragédias. Uma das que
mais nos afeta cotidianamente é a tragédia política que estamos presenciando.
Nosso governo não consegue governar, a oposição, sem moral, pede pelo impeachment, a base aliada não parece
tão aliada assim, o líder do PT na câmara ameaçou bater em manifestantes, em
contrapartida há quem não apoie o governo, mas não julgue que esse caminho, impeachment, seja o correto, pois é uma
ameaça à democracia e à legitimidade das urnas.
Lendo esses dias alguns
livros, me vi envolto em uma nostalgia de um tempo que eu não vivi. As
instituições nacionais estão se digladiando e perdendo, a cada batalha, a
confiança da população brasileira. Em todos os lados vemos corrupção, em todos
os lados vemos as dores de uma política suja e enterrada na lama. São poucos os
partidos e personalidades do nosso meio político que se destacam por suas
posições firmes e coerentes.
Ahh que saudades da última
metade da década de 1980...
A editora Brasiliense
publicou uma coleção chamada O que é?, coleção
que visa debater os mais variados temas. Alguns dos temas abordados sãos
políticos, como nos títulos O que é
Deputado? e O que é Parlamentarismo?.
Lendo esses livros, escritos para debater a Constituinte, e assistindo
documentários sobre a mesma vejo uma confiança em um Brasil melhor, em uma
política limpa e coerente, de discussões sobre ideias que levariam o Brasil a
um lugar melhor, a uma sociedade mais justa.
Parece que realmente havia
esperança de fazer diferente. Depois de 21 anos sob o governo Civil-Militar
havia uma linda festa para a democracia, as instituições estavam sendo
construídas para funcionarem com credibilidade e longevidade, debatia-se que
rumo o Brasil deveria tomar, qual deveria ser o esqueleto do Estado, tínhamos um
deputado índio!
Aonde será que perdemos essa
fé?
Que os ventos de liberdade
soprem sobre o nosso país esse ano! Espero que o espírito natalino e o ano novo
possam trazer a nossa política mais transparência e de fato uma reestruturação
que poderá levar-nos a um país melhor, a construir um Brasil que seja nosso de
fato, que as discussões possam ter ecos e que a vontade do povo possa ser
legitimada, que de uma vez por todas deixemos de ser reféns de quem tem mais,
que tenhamos, de fato, como a nossa presidente prometeu para esse mandato, uma
“Pátria Educadora”, do contrário bastará apenas a nostalgia e a angústia de
viver um tempo em que não vemos saídas, não enxergamos esperança e não temos
mais fé nas instituições que deveriam nos representar. Vamos fazer um ano
diferente, do contrário, se esse ano novo for como 2015... Adeus Ano Novo!
Artigo Publicado no Jornal da Manhã, 06/01/2016.
Nenhum comentário:
Postar um comentário