Principalmente depois de
ingressar no meio universitário se tornou mais que uma obrigação a leitura de
jornal, tornou-se um hábito prazeroso. Entretanto dentro desses últimos dias
tem se feito um pouco pesaroso e enfadonho, já que a dinâmica do mundo, seja
política, econômica, social, etc., tem estado paralisada na mídia nacional pelos
mesmos temas e sem nenhuma modificação nos respectivos cenários.
Estamos prestes a adentrar
ao final de semana do carnaval, aonde poucas pessoas não se divertem e o
agradecem, afinal mesmo quem não se envolve diretamente com a folia
carnavalesca se vê satisfeitos pela oportunidade de descanso e viagens. Em
outros anos a essa época a mídia televisiva, e até a impressa, estaria inundada
de informações sobre as festividades e preparações para as mesmas dos súditos
do Rei Momo, mas o que se vê em 2015 são as informações sobre as atrocidades do
Estado Islâmico, as mais variadas greves nos mais variados estados do país, o
processo do Petrolão, a política nacional em crise, os problemas hídricos e
energéticos e por aí vai.
O início de 2015 em vez de
se demonstrar esperançoso por causa das “novas” administrações federais e
estaduais mostra-se caótico. Será que nós estamos sendo vítimas das folias de
carnaval? Rei Momo está ligado com a mitologia grega e representa o deus do
sarcasmo e ironia. O Brasil votou por um país melhor e é isso que temos? Será
mesmo ironia?
O desmando do governo
federal gera uma burocratização em todas as instâncias, pois quem acaba por
tomar a frente na ação é o legislativo através das leis. Prova desse desmando é
a eleição do Cunha para presidência da Câmara e as atuais críticas, até do
Dirceu, sobre as posições (ou a falta delas) governistas na operação Lava Jato.
Como consequência, temos problemas sociais, desta feita até com os índios, uma
vez que a câmara quer tomar pra si a função de demarcar as terras dos primeiros
habitantes de nossa terra e com a supremacia da bancada ruralista já sabemos o
que acontecerá.
Há quem diga que se Aécio
tivesse sido eleito as coisas não aconteceriam diferente, mas a diferença, e o
motivo da revolta, está no discurso da campanha. Dilma defendeu que não mexeria
em direitos trabalhistas e mexeu, além das questões de impostos e arrochos de
verbas para várias pastas, uma vez que o governo precisa tapar o grande furo
financeiro deixado do ano passado.
Parece que tudo isso é um
pesadelo, pois estamos sendo bombardeados com informações negativas das quais
não conseguimos nos recuperar sem que outra pior nos assole, nos vemos perdidos
sem consegui formular propostas de soluções para tantos problemas. Dizem que o
ano aqui no Brasil só começa depois do carnaval e, olhando pra tudo isso, me
lembro da música “Todo Carnaval tem seu fim” da banda carioca Los Hermanos, que
diz: “Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia / Toda trilha é andada com fé
de quem crer no ditado”.
Espero que seja apenas um
sonho e que esse carnaval, escárnio com a população nacional, se encerre de uma
vez e que volte ao coração do brasileiro o ânimo e a esperança que lhes são tão
particulares e extravie-se essa tão amarga dúvida que nos assola: Será que todo
carnaval tem seu fim?

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