A formação de uma cidade não
é simples e, mesmo que seja difícil de imaginar, o processo de construção é
vagaroso e evolutivo. Vislumbrar em mente como era o território onde hoje se
encontra o município de Mafra não é tarefa fácil, mas necessário é que seja
valorizado desde os primeiros habitantes, os imigrantes, as pessoas de outros
estados que, nesta cidade, fizeram seu lar e a todos estes que de alguma
maneira impulsionaram a margem esquerda do rio Negro a desenvolver-se.
Os autóctones do território
onde se encontra o município de Mafra eram os Índios Botocudos, pois os homens
usavam um enfeite labial chamado botoque, também conhecidos como bugres, entre
estes poderiam ser dividos entre tribos como a Xokleng e Caingang. Marca
registrada desses povos era a sua hostilidade e bravura. A vida destes era
nômade e viviam da coleta de frutas, raízes, mel e pinhão.
As tribos indígenas foram
uma das causas principais pela qual começou haver uma movimentação em torno da
criação de uma estrada, mais segura, para que os tropeiros pudessem transitar
do Sul até as terras paulistas para comercializar, uma vez que as tribos
atacavam e saqueavam as tropas.
Com os pedidos dos
tropeiros, em 1820, D. João mandou que soluções fossem tomadas para que as
petições fossem atendidas, entretanto com a Revolução do Porto e sua volta para
Portugal o projeto acabou “engavetado”. Depois da Independência foi retomado o
projeto em 1824, sendo começada a obra somente em 1826, devido à falta de mão
de obra, uma vez que todos temiam o constante ataque dos índios, e depois que
João da Silva Machado (na época Sargento Mor, sendo depois conhecido como Barão
de Antonina) já que este conseguiu a concessão do 18º Regimento de Cavalaria
para da proteção.
João da Silva Machado
estabeleceu-se próximo as margens do Rio São Lourenço, hoje território
mafrense, e montou o “Abarracamento São Lourenço” para que se pudesse dá início
as obras da Estrada da Mata, como ficou conhecida a estrada que ligaria Campo
do Tenente até Campo Alto após 4 anos de construção.
A povoação da região começou
por esta estrada, uma vez que famílias dos trabalhadores, dos soldados e de
tropeiros tomaram as margens dessa estrada como lar. Os outros colonizadores
desse pedaço de terra ao sul do Brasil foram o povo germânico que advinham da
região de Trier com o incentivo do Império Brasileiro, uma vez que havia uma
ligação entre a Família Real e os germânicos e outro fator importante para a
vinda desse povo para terras brasileiras, defendida por alguns estudiosos, é o
sua aptidão com plantios e com o serviço, realmente, de colono, sendo
necessário pelos processos anti-escravocratas que o Brasil passava.
O nascimento do município de
Mafra procedeu de maneira multicultural e até os dias atuais é possível
perceber a influência desde os índios, os tropeiros, os colonos germânicos e
dos portugueses no cotidiano mafrense.
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