sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Formação de Mafra-SC


A formação de uma cidade não é simples e, mesmo que seja difícil de imaginar, o processo de construção é vagaroso e evolutivo. Vislumbrar em mente como era o território onde hoje se encontra o município de Mafra não é tarefa fácil, mas necessário é que seja valorizado desde os primeiros habitantes, os imigrantes, as pessoas de outros estados que, nesta cidade, fizeram seu lar e a todos estes que de alguma maneira impulsionaram a margem esquerda do rio Negro a desenvolver-se.
Os autóctones do território onde se encontra o município de Mafra eram os Índios Botocudos, pois os homens usavam um enfeite labial chamado botoque, também conhecidos como bugres, entre estes poderiam ser dividos entre tribos como a Xokleng e Caingang. Marca registrada desses povos era a sua hostilidade e bravura. A vida destes era nômade e viviam da coleta de frutas, raízes, mel e pinhão.
As tribos indígenas foram uma das causas principais pela qual começou haver uma movimentação em torno da criação de uma estrada, mais segura, para que os tropeiros pudessem transitar do Sul até as terras paulistas para comercializar, uma vez que as tribos atacavam e saqueavam as tropas.
Com os pedidos dos tropeiros, em 1820, D. João mandou que soluções fossem tomadas para que as petições fossem atendidas, entretanto com a Revolução do Porto e sua volta para Portugal o projeto acabou “engavetado”. Depois da Independência foi retomado o projeto em 1824, sendo começada a obra somente em 1826, devido à falta de mão de obra, uma vez que todos temiam o constante ataque dos índios, e depois que João da Silva Machado (na época Sargento Mor, sendo depois conhecido como Barão de Antonina) já que este conseguiu a concessão do 18º Regimento de Cavalaria para da proteção.
João da Silva Machado estabeleceu-se próximo as margens do Rio São Lourenço, hoje território mafrense, e montou o “Abarracamento São Lourenço” para que se pudesse dá início as obras da Estrada da Mata, como ficou conhecida a estrada que ligaria Campo do Tenente até Campo Alto após 4 anos de construção.
A povoação da região começou por esta estrada, uma vez que famílias dos trabalhadores, dos soldados e de tropeiros tomaram as margens dessa estrada como lar. Os outros colonizadores desse pedaço de terra ao sul do Brasil foram o povo germânico que advinham da região de Trier com o incentivo do Império Brasileiro, uma vez que havia uma ligação entre a Família Real e os germânicos e outro fator importante para a vinda desse povo para terras brasileiras, defendida por alguns estudiosos, é o sua aptidão com plantios e com o serviço, realmente, de colono, sendo necessário pelos processos anti-escravocratas que o Brasil passava.

O nascimento do município de Mafra procedeu de maneira multicultural e até os dias atuais é possível perceber a influência desde os índios, os tropeiros, os colonos germânicos e dos portugueses no cotidiano mafrense. 

Independência?!


Dia 7 de Setembro de 1822 D. Pedro I, Príncipe Regente do Brasil e Príncipe Herdeiro do trono português, às margens do Riacho Ipiranga declara a nação brasileira independente do Reino Português. Desde este evento, 191 anos se passaram e a situação em que se depara a pátria não vai muito longe da época de colônia quanto à dependência externa, pois se vive uma série de bombardeios de influências e, até mesmo, o vocabulário tem mudado com o passar dos anos e da globalização.
Defender a liberdade é algo muito belo e patriótico, entretanto não é o conceito mais simples de ser colocado em prática, uma vez que há atualmente um emaranhado de informações que levam a população a ser guiada como se estivesse cega e fazem com que haja um padrão, uma uniformização de atos e culturas, retirando assim de cada povo o seu livre arbítrio quanto ao que fazer e o como ser.
Não há condições, no mundo atual, de cada país se organizar de forma própria, sem levar em consideração e até mesmo seguir ordens de potências mundiais. O Brasil é um desses que acaba por simplesmente seguir aquilo que as forças estrangeiras sugerem e/ou ordenam, tendo a explicação nos primórdios de sua constituição sociocultural. Essa formação é límpida a olhos nus desde a Independência, pois foi um dos únicos países que se autônomo, mas continuou sendo comandado pela Coroa de sua “antiga” Metrópole.
A educação que foi recebida pelos brasileiros foi mantida pela Elite, uma elite europeia, logo nunca se criou um país para os filhos da pátria realmente e atualmente colhem-se esses frutos, umas vez que ainda vive-se para produzir e manter outras nações lá fora, sendo pouco investido internamente. A estrutura psicológica ainda está vinculada a colonial e é impossível ser independente desta maneira.
O fato de o Príncipe Herdeiro ter proclamado a independência e o país ser dirigido por portugueses formou uma cultura de totalmente dependente. A prova maior disto é a primeira constituição promulgada e também a mais duradoura até os dias atuais. Esta criava o Poder Moderador o qual dava total autonomia ao Imperador de agir como quisesse e estabelecia a participação censitária, deste modo dando aos portugueses que habitavam o Brasil a força das diretrizes políticas, mostrando assim que a nação nasceu já em prol de interesses alheios. Esse conjunto de leis se manteve até o ano de 1889, quando foi proclamada a República.

Ainda hoje o país não conseguiu se desvencilhar dessa cultura de subordinado e a população não tem força e nem sabe como se fazer realmente presente na política nacional buscando verdadeiramente uma independência. O Brasil ainda precisa declarar sua “maior idade” e desta vez pelo próprio povo, somente assim o sociocultural crescerá tanto quanto o econômico da nação. 

Estado V.S Alienação


A continuidade do que se pensa é consequência do que se vê. Frente à sociedade, independente do tempo vivido, há o permeio do imaginário popular, sendo este força alienante. O Estado é peça fundamental para que a massa se estabeleça obediente em prol da ordem, do contrário a máquina governamental acabaria inútil e morta pela vontade popular.
Já apresentado os principais personagens é de importância ímpar a observação das influências deles entre si. A alienação, essa força ideológica, é a arma mais eficiente utilizada pelo Estado para que a ordem se estabeleça e não haja mudança estrutural, uma vez que a hierarquia do poder “deve” ser mantida. Esse mecanismo de controle é vinculado, principalmente, à mídia de massa, gerando uma ideia surreal da sociedade e dos acontecimentos, fazendo com que não se enxergue a verdade e os propósitos da atuação do Sistema. A trilogia cinematográfica “Matrix” transparece essa relação, uma vez que a maioria da população não vislumbra a realidade do mundo, apenas a estrutura criada para a docilidade.
O imaginário popular é caraterizado por alienações profundas, tanto que se negam a aceitar a verdade, a maioria das vezes, quando apresentadas. É incutido conceitos de moral e ordem adotados pelos poderosos, dessa maneira não causando revoltas ou levantes populares em prol da conquista da liberdade e da supremacia da maioria.
Esse mecanismo, algumas vezes, falha quando isso ocorre, quando há revoltas e levantes, mas entra em cena outra artimanha do sistema ideológico contra os oprimidos, a repressão física. O Estado extrai o máximo do povo em questões de todos os níveis, como no financeiro e na mão-de-obra, não havendo assim interesse em uma politização populacional e, muito menos, na criticidade que esta traz como consequência, podendo ocasionar o fim da exploração relatada anteriormente.
Está dentro do sistema ideológico é está preso em uma rede de mentiras engolidas como verdades absolutas. A importância da mídia se estabelece nesse ponto, uma vez que é a maior formadora de opinião da massa, sem ela não se difundiria tão bem a criação ideológica. É preciso ser crítico e desconfiado, do contrário passa-se a ser apenas mais uma vítima passiva dessa prisão sem grades e de ilusão.