domingo, 4 de dezembro de 2016

Que semana!

No texto dessa semana quero começar falando de um evento ocorrido na semana passada, mas a coluna já estava pronta não deu para incluir como assunto: Fidel morreu.
Não me lembro de muitas, mas ao menos uma comparação eu li sobre a morte de Fidel e o avanço do conservadorismo. Enquanto Trump vence nos Estados Unidos, o maior símbolo socialista ainda vivo na América falece no Caribe. Nas redes sociais muitas pessoas se colocaram a favor do governo que o barbudo exerceu sobre a ilha, exaltando seus projetos na saúde e educação, principalmente. Entretanto muitos outros, de certa, forma comemoraram a sua morte trazendo à tona as atrocidades e o caráter ditatorial exercido pelo chefe cubano.
Não creio que comemorar seja ideal, muito menos humano. E esse é o problema que vivemos hoje na nossa sociedade, infelizmente perdemos a nossa humanidade, a capacidade de se compadecer por pessoas que diferem de nós.
Falando em compadecimento, tivemos ainda essa semana o desastre com o voo da Chapecoense que comoveu o Brasil e demais países também. Ver o adversário ceder o título de um campeonato internacional e clubes se mobilizando para ajudar o time catarinense mostra a cumplicidade que o esporte deve propiciar. Entretanto é do esporte também o posicionamento negativo tomado por um dos dirigentes colorado ao lamentar o acidente não pelas perdas humanas, mas pelo calendário de jogos e a luta contra o rebaixamento do time gaúcho.
Nessa mesma noite não lamentamos apenas as mortes da Chape, mas vimos o tamanho do descrédito que o nosso congresso está atraindo para si ao votar praticamente às escondidas um pacote que vem sendo discutido por toda a sociedade.
Confesso que a política nacional tem me deixado meio temeroso, pois estamos a cada dia mais vivenciando a morte moral das instituições que deveriam nos governar e inspirar confiança, mas o que temos acompanhado é a cada notícia a perda da confiança nos pilares da democracia representativa.
Vivemos uma crise política e precisamos urgentemente de uma reforma política, mas quem a fará? Quem está se aproveitando do caos no qual construímos? Necessitamos urgente de medidas que possibilitem a reorganização do país. Talvez uma assembleia sem reeleições, ou uma assembleia provisória para votação de pacotes como estes votados essa semana sem que estes deputados possam se recandidatar. Não sei como, mas precisamos nos mover para uma reorganização nacional.

Texto Publicado em -4/12/2016 no na Coluna "Resenha de Domingo": http://www.culturaplural.com.br/que-semana/view_vkNoticia#.WESkHdylzIU

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