quinta-feira, 2 de julho de 2015

Educação e a PLS 320/08

Educação e a PLS 320/08


Sobre escola e educação muito já foi falado, muitas ideologias foram pregadas e modelos de governo, aqui mesmo no Brasil, já se utilizaram dos processos ditos educacionais para estabelecer-se e perpetuar-se. Todo esse processo, em nosso país, iniciou-se dentro da lógica de catequização para arrebanhar novos fieis para a Igreja que perdia terreno para as Reformas Religiosas. Evidente que a escola é financiada pelos poderosos, sendo assim acaba por veicular suas ideias e conceitos, entretanto há muito que se fazer na atualidade para não permitir-se ser usado dessa maneira tão banal e robótica, altamente desumana no sentido de não levar em consideração a personalidade e as ideias de cada um.
A educação atual no Brasil está em estado deplorável, lamentável, são poucas as escolas que conseguem cumprir o objetivo de servir a comunidade em que está inserida, a sua maioria não modifica o seu entorno e muito menos gera cidadãos preparados para viver em sociedade. Infelizmente ações políticas para mudar essa situação não são devidamente debatidas e não ganham força na grande mídia.
Essa semana, dia 23/06, foi aprovado no Senado Federal um projeto de lei que ficou conhecido como “Federalização do Ensino”, ele é de autoria de Cristovam Buarque (PDT-DF) e tramitou durante 7 anos.
Esse projeto visa à igualdade educacional em todas as localidades do país, uma vez que passa a ser responsabilidade da União a questão escolar em sua totalidade. Deixando claro que não visa à centralização, uma vez que a Federação se responsabilizará pela fiscalização e pelo recurso a ser destinado para pagamento de professores e também para equipar as escolas, que inclusive deverão funcionar em tempo integral, ficando a cargo das secretarias municipais de educação a organização do currículo, que será dividido em geral (para todo o Brasil) e local (para a escola em si), também as demais demandas organizativas da unidade escolar, deste modo proporcionando à comunidade a possibilidade de ver suas necessidades pedagógicas atendidas da melhor maneira possível.
Importante destacar que a redação votada no Senado não traz a obrigatoriedade do Executivo cumprir a lei, serve mais como um modelo opcional.
O senador defende que deste modo haverá professores mais bem pagos e de dedicação exclusiva, gerando incentivo e ânimo aos profissionais, além de oferecer a todos os municípios as mesmas estruturas educacionais.
Com as notícias tão negativas vindas do governo federal e seus cortes em programas educacionais como o PIBID e o FIES por causa dos problemas nas contas da União, é preciso valorizar ideias e leis que visam modificações efetivas na educação nacional e debater o que fazer para de fato solucionar o problema, que chega a ser crônico, da educação no Brasil. O projeto ainda tem que ser aprovado na Câmara, mas para que não se passem mais 7 anos, ou mais, em tramites burocráticos é preciso que haja envolvimento e pressão da população.



 Artigo Publicado no dia 30/06 
Jornal Diário dos Campos