Educação e a PLS
320/08
Sobre escola e educação muito já foi falado, muitas
ideologias foram pregadas e modelos de governo, aqui mesmo no Brasil, já se
utilizaram dos processos ditos educacionais para estabelecer-se e perpetuar-se.
Todo esse processo, em nosso país, iniciou-se dentro da lógica de catequização
para arrebanhar novos fieis para a Igreja que perdia terreno para as Reformas
Religiosas. Evidente que a escola é financiada pelos poderosos, sendo assim
acaba por veicular suas ideias e conceitos, entretanto há muito que se fazer na
atualidade para não permitir-se ser usado dessa maneira tão banal e robótica,
altamente desumana no sentido de não levar em consideração a personalidade e as
ideias de cada um.
A educação atual no Brasil está em estado deplorável,
lamentável, são poucas as escolas que conseguem cumprir o objetivo de servir a
comunidade em que está inserida, a sua maioria não modifica o seu entorno e
muito menos gera cidadãos preparados para viver em sociedade. Infelizmente
ações políticas para mudar essa situação não são devidamente debatidas e não ganham
força na grande mídia.
Essa semana, dia 23/06, foi aprovado no Senado Federal um
projeto de lei que ficou conhecido como “Federalização do Ensino”, ele é de
autoria de Cristovam Buarque (PDT-DF) e tramitou durante 7 anos.
Esse projeto visa à igualdade educacional em todas as
localidades do país, uma vez que passa a ser responsabilidade da União a
questão escolar em sua totalidade. Deixando claro que não visa à centralização,
uma vez que a Federação se responsabilizará pela fiscalização e pelo recurso a
ser destinado para pagamento de professores e também para equipar as escolas,
que inclusive deverão funcionar em tempo integral, ficando a cargo das
secretarias municipais de educação a organização do currículo, que será
dividido em geral (para todo o Brasil) e local (para a escola em si), também as
demais demandas organizativas da unidade escolar, deste modo proporcionando à
comunidade a possibilidade de ver suas necessidades pedagógicas atendidas da
melhor maneira possível.
Importante destacar que a redação votada no Senado não traz
a obrigatoriedade do Executivo cumprir a lei, serve mais como um modelo
opcional.
O senador defende que deste modo haverá professores mais bem
pagos e de dedicação exclusiva, gerando incentivo e ânimo aos
profissionais, além de oferecer a todos os municípios as mesmas estruturas
educacionais.
Com as notícias tão negativas vindas do governo federal e
seus cortes em programas educacionais como o PIBID e o FIES por causa dos
problemas nas contas da União, é preciso valorizar ideias e leis que visam
modificações efetivas na educação nacional e debater o que fazer para de fato
solucionar o problema, que chega a ser crônico, da educação no Brasil. O projeto
ainda tem que ser aprovado na Câmara, mas para que não se passem mais 7 anos,
ou mais, em tramites burocráticos é preciso que haja envolvimento e pressão da
população.
