Anos
e anos se passaram e o que se tem no Brasil hoje é simplesmente consequência da
“educação” aqui empregada. O exemplo que é seguido atualmente é do governo que
não se preocupa com a população e faz uso desta como se fosse sua propriedade,
usando vários artifícios para que consiga realizar seu objetivo.
Exemplo
perfeito de todo esse jogo político foi à lei nomeada de “Diretório dos Índios”,
criada pelo Marquês de Pombal. Tal lei dispunha sobre os aldeamentos indígenas,
criando assim um diretório e excluindo o trabalho dos missionários jesuítas
frente aos índios. Com esse diretório vieram escolas com mestres para meninos e
meninas, em separado, onde só se podia falar a língua portuguesa e era proibida
expressamente a nudez, assim como as habitações coletivas. Essas escolas tinham
como função principal “educar” os nativos segundo a cultura europeia, fazendo
com que eles pudessem se entregar a sociedade povoando, trabalhando e ajudando
a guarnecer o novo território contra qualquer ameaça.
Tudo
isso se tornou algo cotidiano meio a sociedade brasileira, essa persuasão
frente ao povo para que este trabalhe e gere algum tipo de lucro aos
governantes. É absurdo, porém é real tudo isso que acontece nesse país. O
Diretório dos Índios prova muito bem que o governo pouco se importa com a
população, que é que o mantém, sendo esta no caso nativa e dona da terra, e
utiliza-se de meios baixos para que a sociedade faça tudo de acordo com o
pensamento tirano e capitalista, tendo essa prática desde os tempos de colônia.
O
Diretório dos Índios foi um projeto muito bem pensado para o fim almejado pelo
governo e deve-se reconhecer a inteligência e a visão do Marquês de Pombal, só
que, infelizmente, isso nada ajudou os habitantes nativos da nova terra, muito
pelo contrário seu objetivo era acabar com o povo indígena, não através da
morte física, mas da morte cultural. A morte de um povo dá-se pelo vencimento
dos seus costumes e o autor da lei, que está sendo discutida, percebeu muito
bem isso, tomando por armas a descaracterização das tribos, fazendo com que
assim os habitantes naturais perdessem a sua língua, seu modo de vestir, sua
religião e outros traços marcantes mais.
Atualmente
o Brasil ainda vive essa exploração governamental, a mídia, principalmente,
é utilizada pelo governo para subverter as mais variadas ideias impedido-as de
se tornarem realidade. Não há interesse governamental que a população se
liberte da ignorância, porque, deste modo, há a possibilidade de manter um
forte trabalho persuasivo gerando lucros e mais lucros as custas daqueles que
deveriam ser os beneficiados pelo seus representantes.
Os
índios permanecem com alguns remanescentes até hoje no território brasileiro
porque souberam defender seus ideias e não vendê-los, como muitos atualmente
fazem. Há uma necessidade que se busque a sinceridade no pensar e o pensar,
primeiramente, pois o pensar é o agente libertador das mentes escravizadas
pelas grades e correntes governamentais. O brasileiro precisa se politizar,
precisa defender seus ideais, precisa lutar.
