sexta-feira, 25 de maio de 2012

DIRETÓRIO DOS ÍNDIOS E A PERSUASÃO





Anos e anos se passaram e o que se tem no Brasil hoje é simplesmente consequência da “educação” aqui empregada. O exemplo que é seguido atualmente é do governo que não se preocupa com a população e faz uso desta como se fosse sua propriedade, usando vários artifícios para que consiga realizar seu objetivo.

Exemplo perfeito de todo esse jogo político foi à lei nomeada de “Diretório dos Índios”, criada pelo Marquês de Pombal. Tal lei dispunha sobre os aldeamentos indígenas, criando assim um diretório e excluindo o trabalho dos missionários jesuítas frente aos índios. Com esse diretório vieram escolas com mestres para meninos e meninas, em separado, onde só se podia falar a língua portuguesa e era proibida expressamente a nudez, assim como as habitações coletivas. Essas escolas tinham como função principal “educar” os nativos segundo a cultura europeia, fazendo com que eles pudessem se entregar a sociedade povoando, trabalhando e ajudando a guarnecer o novo território contra qualquer ameaça.

Tudo isso se tornou algo cotidiano meio a sociedade brasileira, essa persuasão frente ao povo para que este trabalhe e gere algum tipo de lucro aos governantes. É absurdo, porém é real tudo isso que acontece nesse país. O Diretório dos Índios prova muito bem que o governo pouco se importa com a população, que é que o mantém, sendo esta no caso nativa e dona da terra, e utiliza-se de meios baixos para que a sociedade faça tudo de acordo com o pensamento tirano e capitalista, tendo essa prática desde os tempos de colônia.

O Diretório dos Índios foi um projeto muito bem pensado para o fim almejado pelo governo e deve-se reconhecer a inteligência e a visão do Marquês de Pombal, só que, infelizmente, isso nada ajudou os habitantes nativos da nova terra, muito pelo contrário seu objetivo era acabar com o povo indígena, não através da morte física, mas da morte cultural. A morte de um povo dá-se pelo vencimento dos seus costumes e o autor da lei, que está sendo discutida, percebeu muito bem isso, tomando por armas a descaracterização das tribos, fazendo com que assim os habitantes naturais perdessem a sua língua, seu modo de vestir, sua religião e outros traços marcantes mais. 

Atualmente o Brasil ainda vive essa exploração governamental, a mídia, principalmente, é utilizada pelo governo para subverter as mais variadas ideias impedido-as de se tornarem realidade. Não há interesse governamental que a população se liberte da ignorância, porque, deste modo, há a possibilidade de manter um forte trabalho persuasivo gerando lucros e mais lucros as custas daqueles que deveriam ser os beneficiados pelo seus representantes.

Os índios permanecem com alguns remanescentes até hoje no território brasileiro porque souberam defender seus ideias e não vendê-los, como muitos atualmente fazem. Há uma necessidade que se busque a sinceridade no pensar e o pensar, primeiramente, pois o pensar é o agente libertador das mentes escravizadas pelas grades e correntes governamentais. O brasileiro precisa se politizar, precisa defender seus ideais, precisa lutar.